GESTÃO DE CONFLITOS: Uma questão de percepção, posicionamento e perspectivas

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posicionamentos conflitantes GESTÃO DE CONFLITOS: Uma questão de percepção, posicionamento e perspectivas.

 

 

Você já se deparou em meio a um conflito que não entendeu muito bem como ele começou?

Você alguma vez já “comprou uma briga” que não era sua?

Você já defendeu calorosamente um ponto de vista e que hoje já não mais faz sentido?

Algumas dessas experiências são muito naturais durante a experiência de vida.

Naturalmente nos deparamos com situações que, de alguma maneira, mesmo que sutil, abala nosso status quo, coloca em risco nossa ideia, sensação de segurança ou competência por exemplo. Algumas vezes os conflitos são iminentes pois temos desejos, sonhos, ambições, vontades, pretensões e o mundo apresenta suas limitações, contrárias às nossas idealizações.

Bem, e que mundo é esse que se mostra limitado à nossa frente, contrário às nossas idealizações? Evidentemente que este mundo é outro ser humano igual a você, com desejos, sonhos, ambições, vontades e pretensões. Quando estes dois mundos estão alinhados num mesmo tema, existe a harmonia e ausência de conflitos.

Contrário a isso, temos o conflito. Quando as abundantes pretensões do meu ser se encontram com as limitações do mundo do outro, a iminência do conflito é indiscutível.

Vamos entender isto com a “luz” de uma ferramenta bem moderna. Isto é interessante de ser diagnosticado e avaliado através do Panorama Neuro Social, criada pelo meu Mestre e Amigo Dr. Lucas Derks.

Usaremos neste caso, apenas como ferramenta de diagnóstico da dinâmica na interação dos relacionamentos.

A ideia desta ferramenta é que, na psicologia do espaço mental, dispomos as pessoas em posições específicas. Também dispomos objetos, sonhos, desejos, pretensões, animais de estimação, qualquer coisa, em posições bem claras e especificas. Tais posições refletem a dinâmica dos relacionamentos que lá estão, bem como a qualidade dos resultados que estamos obtendo destas relações, ou melhor, destas posições relativas.

Por exemplo. Um indivíduo que olha para a aquisição de um novo veículo, objeto de desejo, e entre ambos há um terceiro elemento – sua esposa. Durante a aplicação da técnica de Panorama Neuro Social, poderemos identificar se esta relação é conflituosa ou apoiadora.

alinhamento

 

A esposa e o marido olham para o mesmo objeto – o carro novo. Os olhares estão na mesma direção. Embora a esposa esteja entre o ser desejante “marido” e o objeto de desejo, “carro novo”, o fato dela estar olhando para o mesmo objetivo mostra congruência e alinhamento, harmonia.

Aqui não tendemos a ter um conflito iminente. Obvio que, nesta posição especifica a esposa é parte da decisão, parte da conquista. Primeiro convencê-la e em seguida atingir o objetivo.

Já, no gráfico 2, veja que o cenário é praticamente o mesmo. A esposa entre ambos, contudo, neste momento ela está olhando em direção ao marido. Aqui fica o diagnóstico de um conflito instalado.

Ela não vê o objeto de desejo. Ela não se atenta para isso e deseja atrair a atenção total para algo que não seja o carro novo – neste caso ela mesma.

conflitos

 

Existem inúmeras outras posições que este gráfico pode apresentar. Como estou falando da ferramenta apenas como uma ferramenta de diagnóstico, basta entendermos que, em nosso mapa mental, no nosso inconsciente, podemos identificar facilmente os conflitos através das posições geográficas nas quais as partes interessadas (marido e mulher) e interessantes (objetivos) estão dispostas.

Já me disseram: “muito mais fácil que ver num mapa é viver as brigas cotidianas de um conflito”.

É uma triste verdade, no entanto, as ferramentas sistêmicas existem para justamente nos ajudar a compreender as forças que interagem nos sistemas e que geram conflitos.

Até aqui eu parti do pressuposto de que, para existir conflito é necessário que haja um desalinhamento entre os desejos de um mundo e as limitações do outro mundo.

No entanto há conflitos mais árduos de serem enfrentados. Os conflitos internos.

Um único mundo – o individual.

Desejos contraditórios às nossas crenças, dilemas da vida real e cotidiana que nos colocam à prova de nossa competência, fé, crença e existência.

Como resolver tais conflitos que surgem espontaneamente e cada vez mais no mundo atual é tema para outro artigo. Aqui focaremos no conflito que costumeiramente são denominados por conflitos interpessoais.

Vou citar OSHO quando diz que:

“Cada pessoa vive em seu próprio mundo. Quando duas pessoas começam a viver juntas, existem dois mundos vivendo juntos. Todo o conflito das relações humanas é um conflito entre mundos, não entre pessoas.”

Partindo da premissa acima, sugiro que para todo conflito iminente ou instalado, o posicionamento mais adequado a ser tomado é o de Preservar a Relação, Preservar o Respeito e a Dignidade. A partir do momento que o conflito leva à perda do respeito ou da dignidade, instala-se o confronto, onde a dinâmica é altamente prejudicial, seja em relacionamentos conjugais, familiares, amizades ou profissionais.

Outro posicionamento importantíssimo é não personalizar o conflito, não assumir como algo no qual você é a vítima. Colocar-se em situação de vítima lhe diminui o poder de conquistar, agir. Se desejas realmente algo, o único papel que não pode assumir é o de vítima. Se assumir este papel num conflito entre as partes interessadas, você cederá ao conflito cessando-o e iniciará um conflito ainda mais complicado, o conflito interno.

O conflito é saudável pois, quando a solução se dá, será pela harmonia e alinhamento entre “ambos os mundos”. O confronto nunca é saudável pois suas sequelas são cicatrizes perenes em ambos os mundos.

O pressuposto que mais ajuda a solucionar um conflito é justamente o que nos levará às ferramentas de Gestão de Conflitos mais eficazes da história humana.

Este pressuposto diz que: “um conflito é um desalinhamento perceptual pelas diferentes posições, percepções e perspectivas, sobre um mesmo tema em questão”.

Como prova do pressuposto acima, peço que avalie a imagem abaixo e responda pronta e sucintamente.

Que tipo de lua é esta?

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Muitos responderão lua crescente. Outros responderão lua minguante.

Pois bem, sabemos que poderá haver pessoas que responderão qualquer outra coisa que, efetivamente não representa o que de fato esta imagem pode informar sobre a lua. Ou é minguante ou é crescente pela luz da astrologia.

Quem respondeu minguante, está correto desde que você more no Hemisfério Norte ou a observe deste ponto do planeta terra. O mesmo para quem respondeu crescente, desde que seja um morador ou observador do Hemisfério Sul. Ou seja, um mesmo tema pode nos colocar em discussão quando divergimos sob o ponto de vista, sob as perspectivas e posicionamento de cada um. Por isso a ferramenta Panorama Neuro Social da PNL é tão poderosa.

No entanto, após a determinação dos pontos de vista, uma ferramenta simples e efetiva que proponha para resolução de conflitos é o estudo das “Posições Perceptivas“.

Posições perceptivas

Esta ferramenta de grande potencial resolutivo de conflitos, tem sua exponencial utilização dentro da PNL. Finamente detalhado por John Grinder e Judith DeLozier, as Posições Perceptivas visam avaliar um conflito a partir de diferentes perspectivas. O que fundamenta isso está diretamente relacionado com a nossa lua acima – é fato que Albert Einstein, também já descreveu isso na teoria da relatividade – tudo depende do ponto de vista do observador.

Essa ferramenta ajuda a construir um aprendizado e levar a novas formas de compreender o tema através de outros pontos de vista, bem como aumentar o leque de novas escolhas ou opções para se resolver um conflito.

Partindo da premissa que o conflito é algo que nos faz crescer, pois coloca em xeque mate alguns status quo possivelmente desatualizados e que, um conflito é um desalinhamento perceptual pelas diferentes perspectivas sobre um mesmo tema, sair da defensiva estagnação do seu ponto de vista e conhecer novos “ângulos” deste tema, com certeza lhe ajudará a galgar importantes passos para uma significativa expansão da consciência.

Para que efetivamente as Posições Perceptivas podem contribuir?

  • Para melhorar sua compreensão sobre o ponto de vista de outras pessoas que lhes são importantes;
  • Dar-lhe mais flexibilidade e criatividade pela expansão da consciência sobre o tema em questão;
  • Poder avaliar seus comportamentos verbais e não-verbais atuando sobre seus relacionamentos;
  • Poder avaliar o poder de influência dos comportamentos verbais e não-verbais dos outros sobre você;
  • Colocar-se empoderadamente frente a um conflito, sem vitimizar-se, de forma não passional antes sim racional.

São três as posições perceptivas ou perceptuais, a serem exploradas nesta ferramenta. A primeira posição será a sua posição propriamente. Faça um inventário de suas experiências segundo aquilo que tem importância para você. Separe por sensações sobre tudo que você vê neste conflito, tudo que você ouve e tudo que você sente.

Considere suas necessidades dando atenção aos seus pensamentos e sentimentos.

Liste tudo em três colunas separadas conforme sugerido a seguir:

Primeira posição perceptual – Própria

Tudo que eu vejo Tudo que eu ouço Tudo que eu sinto

A segunda posição, será a posição da pessoa com quem o conflito está se desenvolvendo. Da mesma maneira, faça um inventário das experiências que a outra pessoa possa estar vivendo e que a leve a pensar, ver, ouvir e sentir de maneira adversa a tua. Viva o tema desassociado de ti e associado à outra pessoa.

Procure fiel e verdadeiramente entender quais motivos neste tema, podem estar levando a pessoa a agir de maneira genuína, porém adversa. Coloque-se no lugar desta segunda pessoa como sendo ela e analisando a si mesmo através da outra pessoa. Avalie se a pessoa em primeira posição está levando em consideração seus pontos de vista, se ela está lhe respeitando, se ela procura estabelecer uma empatia minimamente suficiente para a resolução ou se ela está limitada por seu posicionamento. Como você se percebe em primeira posição?

Liste o máximo de itens em cada uma das colunas conforme tabela a seguir:

Segunda posição perceptual – Do outro

Tudo que eu vejo Tudo que eu ouço Tudo que eu sinto

Lembre-se que antes de criticar alguém, você deve colocar-se no sapato dela e caminhar uma milha.

A terceira posição será a posição imparcial. Imagine-se como um observador que participa a uma distância segura do conflito em questão e é imparcial.

Perceba em sua mente sua capacidade de ver, ouvir e sentir a si mesmo e à outra pessoa, porém de forma imparcial, puramente analítica. Pense quais pontos de vista ambos estão deixando passar desapercebido, quais opiniões, conselhos, sugestões, observações você poderia oferecer a qualquer uma das partes ou a ambas de forma imparcial, de forma a proteger o objetivo principal em questão e não os egos em conflito. Seja objetivo ao procurar maneiras de participar ativamente na busca por uma solução diferente e orientada para o objetivo maior. Procure trazer à luz deste conflito o que realmente importa.

Liste o máximo de itens em cada uma das colunas conforme tabela a seguir:

Terceira posição perceptual – Imparcial

Tudo que eu vejo Tudo que eu ouço Tudo que eu sinto

Queremos que o conflito seja algo que nos leve a um novo patamar de consciência e aprendizado ético e intelectual. Para isso, é importante que consigamos nos deslocar nas três posições acima citadas com franqueza e genuíno interesse em encontrar o melhor caminho para o atingimento do objetivo.

Vale sempre lembrar que quem vive preso na primeira posição perceptual é considerado um “egocêntrico”, viciado em satisfazer suas necessidades pessoais, não se importando com o resultado em relação ao objetivo ou mesmo com a qualidade dos relacionamentos interpessoais.

Já quem vive associado à segunda posição também traz consigo  um rótulo de codependente ou permissivo, pois vive às custas de satisfazer ou compreender os demais mesmo em detrimento às suas próprias necessidades.

E não por estar de fora, o imparcial ficaria sem um ponto de observação sobre sua conduta. Pessoas que sempre estão em terceira posição, como observadores imparciais, tendem a se tornarem distantes, frios, solitários, indiferentes e desinteressados. Seriam os apáticos.

O equilíbrio e a sensatez vêm com a habilidade de permear pelas três posições sempre, e a qualquer momento, para aperceber-se de como conduzir da melhor maneira o ritmo do conflito, de uma forma que a solução traga crescimento e contentamento a todos.

Esta ferramenta está diretamente associada a 2 pressupostos da PNL:

1- O sistema (pessoa) que tiver o comportamento mais flexível, terá a maior influência no sistema;

2- Não existe fracasso, apenas feedback.

Estes pressupostos serão estudados aqui no blog com o tema “PRESSUPOSTOS DA PNL”

Agradeço a sua dedicação na leitura deste texto e sugiro que nos acompanhe para saber mais sobre esta e outras ferramentas de Gestão de Conflitos.

A continuidade deste texto se dará também com a abordagem da ferramenta Tetralema – a ferramenta budista para resolução de conflitos. O Tetralema é, sem sombra de dúvida, a ferramenta mais antiga conhecida sobre a resolução de conflitos que fogem ao dilema.

Onde três posições não são suficientes, criamos a quarta e a quinta posição. Algo inspirador e incrivelmente revelador de grandes novas possibilidades.

Mude seu posicionamento, perceba novamente. Como ficam suas perspectivas?

Um Fraternal Abraço
Wayne Porto Colombo

1 Comment
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